terça-feira, 27 de dezembro de 2011

48 ANOS - PARABÉNS BOA VISTA DO BURICÁ

Slogan
Vista Panorâmica
Igreja Católica São José
Brasão

Prefeitura com enfeites natalinos
Pórtico
No dia 02 de dezembro, comemoramos o aniversário do município de Boa Vista do Buricá - RS. Neste ano de 2011, completou 48 anos de emancipação. Parabéns!
Prefeitura Municipal
Igrja Matriz São José

Pórtico de entrada do município

Quiósqui - Praça Dona Leopoldina




quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A INCLUSÃO DE ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS NA ESCOLA REGULAR



            A inclusão de alunos com necessidades especiais na escola regular é um dos maiores desafios impostos à educação brasileira. Inserir alunos com dificuldades no ensino regular, nada mais é do que garantir o direito de todos (grifo meu) à educação.
Para SASSAKI “inclusão é um processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir em seu contexto as pessoas com necessidades especiais.” - E mais. “Inclusão é um processo que requer muito mais do que transferir crianças da escola especial para a escola regular, mas também fazer parte dela.” (Apostila da Pós-Graduação EAD, p.D5 – 34).
“Nesse sentido, proporcionar a inclusão é participar de um processo de mudança, fazendo parte da reorganização da escola, onde estar incluído significa ter o direito de aprender junto, independente das condições físicas, lingüísticas, intelectuais, sociais e emocionais.” (Apostila da Pós-Graduação EAD, p.D5 – 34).
 Estamos ainda dando os primeiros passos em direção á inclusão. Professores, pais, escola e sociedade devem estar comprometidas com esta nova empreitada. No que diz respeito à escola esta “precisa oferecer atendimento educacional especializado paralelamente às aulas regulares, de preferência no mesmo local. Assim, uma criança cega, por exemplo, assiste às aulas com os colegas que enxergam e, no outro turno treina mobilidade, locomoção, uso da linguagem braile e de instrumentos, como o soroban, para fazer contas. Tudo isso ajuda na integração dentro e fora da escola.” (Apostila da Pós-Graduação EAD, p.D5 – 23).
           A inclusão implica uma reforma radical nas escolas em termos de currículo, avaliação, pedagogia e formas de agrupamento dos alunos nas atividades de sala de aula. Ela é baseada em um sistema de valores que faz com que todos se sintam bem-vindos  e celebra a diversidade que  tem como base  gênero, a nacionalidade, a raça, a linguagem de origem o nível de aquisição educacional ou a deficiência.
Para uma escola tornar-se inclusiva, faz-se necessário um investimento sistemático, efetivo, envolvendo a comunidade escolar como um todo.  Para isso efetuar-se de maneira satisfatória, é necessário que a escola tenha estímulo e autonomia na elaboração de seu projeto pedagógico, que começa pela reflexão, que possa elaborar um currículo escolar que reflita o meio social, cultural, a história, as experiências anteriores onde os alunos estão inseridos, e que tenha a aprendizagem como eixo central em suas atividades escolares.
            O professor é, sem dúvida, uma peça muito importante no conjunto que movimenta todo o sistema educacional. Desta maneira é de suma importância que o docente seja devidamente capacitado para receber este novo aluno que está chegando à escola dando-lhe as ferramentas necessárias para compreendê-lo e orientá-lo devidamente. Apesar de muitas pesquisas constatarem a fragilidade nesse atendimento, principalmente no que se referem ao acompanhamento, critérios de permanência e expectativa do professor quanto a esse aluno.    Pois, se o professor não exercer seu papel com competência, com domínio de conteúdos, conhecimento de como se estrutura as relações entre o desenvolvimento cognitivo e a aprendizagem, seu trabalho não terá a eficácia esperada. Ele precisa conhecer o aluno, seus interesses, necessidades e peculiaridades para despertar-lhe o gosto de estudar, para desafiá-lo a construir ativamente o saber, com autonomia intelectual, visão crítica e cooperação.
        Os conhecimentos dos diferentes tipos de necessidades especiais que os alunos venham a portar terão que ser profundamente conhecidos pelo professor, a fim de modificar (se assim se fizer necessário) os métodos pedagógicos usados em sala de aula, como a metodologia para a explanação da aula e até o material adequado para o seu desenvolvimento. O primeiro passo é sensibilizar e oportunizar conhecendo todos os professores, orientadores, pais, alunos, enfim, toda a comunidade escolar, pois todos devem desempenhar um papel ativo no processo de inclusão. 


Para MANTOAN “a Escola é a instituição por intermédio da qual a criança se introduz no mundo público, e daí o papel do Estado em relação a todas elas. À família cabe o dever de garantir à criança o que é típico do domínio privado do lar, e ao Estado cabe garantir o direito indispensável da criança à educação Escolar, pois é ela que faz a transição entre essas duas vidas.”


              Acima de tudo, a escola tem a tarefa de ensinar os alunos a compartilhar o saber, os sentidos diferentes das coisas, as emoções, a discutir, a trocar pontos de vista. É na escola que desenvolvemos o espírito crítico, a observação e o reconhecimento do outro em todas as suas dimensões. Portanto, toda escola, assim reconhecida pelos órgãos oficiais, deve atender aos princípios constitucionais, não podendo excluir nenhuma pessoa em razão de sua origem, raça, sexo, cor, idade, deficiência ou ausência dela.
            
     Portanto, “os alunos precisam de liberdade para aprender do seu modo, de acordo com as suas condições. E isso vale para os estudantes com deficiência ou não.” (Apostila da Pós-Graduação EAD, p.D5 – 22).
                 Enfim, todos devem colaborar e o mais importante é termos a mente e o espírito abertos para podermos aprender e, assim, oferecermos às pessoas com deficiência uma melhor qualidade de vida e a  integração na sociedade.

Referências Bibliográficas:

MANTOAN, Maria Tereza Eglér et al. A integração das pessoas com deficiência:contribuições  para uma reflexão sobre o tema. São Paulo: Memnon,1997.
SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. 3. Ed. Rio de Janeiro: WVA, 1997.
(Apostila da Pós-Graduação EAD. p. D5 – 22; D5 – 23 e D5 –34).